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UVAS SOLARES - A PETIT VERDOT

UVAS SOLARES - A PETIT VERDOT


Esta uva um pouco esquecida nas últimas décadas e agora reaparecendo com força em lugares adotivos onde ela se sobressai com força e clareza. 

Nascida e crescida em Bordeaux, uva muito antiga tem suas raízes na Europa central, ali perto da Croácia e Norte da Grécia. Os Romanos a levaram para as porta da Europa, Bordeaux. Desde sempre uva usada em pequenas parcelas no corte tradicional bordalês. Levando a este corte cor, eis que uva de grande carga de taninos e cor.

Ela tem características muito especiais que a afastam da região de Bordeaux. Como brotamento precoce e maturação tardia. Necessita de muito sol para amadurecer totalmente. 

Resultado? Quando da sua colheita com as Cabernet Sauvignon, certamente, a última tinta a ser colhida na região ainda apresenta pequenos grãos verdes. Daí seu nome Petit Verdot. 

DA SUA SAÍDA DE BORDEAUX.

Sofre do mesmo mal de suas primas do sudoeste francês, como a, também, bordalesa, Carménère, a Manbec francesa, também chamada de Auxorrois ou a Negra de Lot e a Tannat de Madiran. O pouco tempo de sol na fase de maturação nos trazendo nestas regiões berço destas uvas com alto grau de acidez e taninos não maduros. 

Entretanto, o que a mão do homem não resolve a de Deus resolve. A praga da Filoxera, aquele pequeno pulgão trazido nas raízes das uvas americanas dizimou vinhedos na Europa redesenhando a geografia das uvas. 

Algumas destas uvas foram para outras paragens e lá estão a explodir de felicidade e alegria, como as que citei acima. 

TRANSFORMADA EM VINHOS SOLARES

Pois bem, a Petiti Verdot hoje trabalhada de maneira correta como todas as uvas solares precisam, sol muito sol no final da maturação, em geral longa, para que os duros e verdes taninos ganhem a maciez necessária para vinhos de exceção, estão conquistando cada vez mais adeptos. Principalmente os que querem fugir do império da da Cabernet Sauvignon.

CARACTERÍSTICAS DE SEUS VINHOS VARIETAIS

Os bons exemplares de regiões ensolaradas com bela diferença de temperatura entre dia e noite, como Colchagua, Maule, Aconcágua, Chile. Jumilla e Priorato Espanha e as regiões mais ensolaradas do Uruguai têm nos trazido vinhos escuros como a noite de inverno, são encorpados e apresentam frutos secos e de compota, se gosta de um bom Tannat vale a pena experimentar a Petit Verdot. 

Algo como os metais numa orquestra sinfônica. Eles estão ali, existem e são muito imponentes.

NOVAS REGIÕES PRODUTORAS

Certamente a Califórnia, EUA, reiniciou o plantio desta casta para vinhos varietais, isto é, solo ela nenhuma outra uva. Austrália tem trabalhado bem esta casta, mas por aqui, perto do Brasil e encontráveis com facilidade temos Chile e Uruguai. 

HARMONIZAÇÃO

Lembra da Tannat, forte e impositiva que vai muito bem com grelhados e carnes fortes como gordurosas como cordeiro ou uma costale bovina? Aqui é exatamente igual. Carnes com molhos encorpados e mais gordurosos pede uma Petit Verdot.
Um vinho intenso pede sabores igualmente fortes como acompanhamento. Por esta razão, é sempre recomendável buscar harmonizar os rótulos de Petit Verdot com pratos marcantes, como vitela, cordeiro grelhado e outras carnes intensas.
 

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