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QUEM É A RUBY CABERNET?

Quem é a Ruby Cabernet?


Várias uvas são muito antigas e acabam por ser matrizes de outras uvas. Temos, por exemplo, a Cabernet Franc, uma das mais antigas uvas da França. Ela é pai, por cruzamentos naturais, da Cabernet Sauvignon, como vimos e da Merlot outra importante uva de Bordeaux, França. 
Entretanto, há outras uvas que foram criadas em laboratório, exatamente para que as principais características de duas uvas possam favorecer a terceira. 
Nem sempre o resultado é o desejado, em alguns casos as principais características dos pais ficam apagados no produto de laboratório. 
Aqui vamos tratar da Ruby Cabernet.

QUEM É A RUBY CABERNET?

A Ruby é cruzamento de laboratório, também chamada de red Olmo (o criador desta e de outras tantas, foi o Dr Harold Olmo, professor da Universidade da Califórnia, entre a Cabernet Sauvignon e a Carignan.

QUAL O OBJETIVO DESTE CRUZAMENTO?

Sabe-se que a Carignan, nasceu e floresceu em Rioja, nordeste da Espanha. Lá em terras secas e ensolaradas com grande diferença de temperatura entre o dia e a noiteno final de sua maturação dá-se muito bem. Por lá é conhecida por Mazuelo. Desceu para o sul da Espanha e, hoje, é importante uva do Mediterrâneo, incluindo aí França e Espanha. Muito resistente ao sol e aos dias quentes e secos. 

A Cabernet Sauvignon, tem seu berço em Bordeaux, mais precisamente na margem esquerda, lá é o Médoc terra que fica entre o oceano Atlântico e o estuario do Gironde, região com terroir mais ameno e umido, exatamente ao contrário da Carignan. Assim menos resistente aos dias mais quentes e ensolarados no final da maturação, inclusive em casos extremos a videira aborda o fruto para proteger-se.

Por outro lado, esta uva é mais elegante e refinada que a Carignan, isto é, trás aos seus vinhos, na clássica harmonia dos tintos, o tríplice encontro entre a fruta, taninos e acidez, um melhor equilíbrio que a Carignan. 

A ideia seria somar a resistência, aos climas mais secos e ensolarados da Carignan com a melhor complexidade e equilíbrio da Caberneet Sauvignon, justamente para ser plantada em terroir mais quente, como é o caso do sul da Califórnia, local onde foi criada. No Brasil vem sendo utilizada, com sucesso, no quente e ensoalrado Vale do São Francisco.

Seria uma tropicalização da Cabernet Sauvignon.

NA PRÁTICA COMO ELA SE APRESENTA?

Nem tanto ao mar nem tanto a terra. Não creio que tenha alcançado o enorme sucesso da Pinotage, cruzamento de laboratório entre a Pinot Noir e a Cinsault, feito exatamente com o mesmo objetivo, tropicalizar a Pinot Noir. 

Apresenta-se muito vigorosa assim se náo cuidada desde a videira com os espaçamentos corretos e com a quantidade menor de produção nos trará vinhos com menos fixação de cor, aromas e sabores mais apagados e será, como vem em muitos casos sendo utilzada em vinhos a granel. 

Para se ter bons vinhos, inclusive em varietais com esta casta há que se render a suas manhas e tratá-la com enorme carinho. Assim pode-se, em menor quantidade de produção vinhos varietais deliciosos mais menos rústicos e potentes que os tradicionais Cabernet Sauvignon e com mais acidez, um pouco ausente nos solares vinhos com a Carignan, obtendo-se uma harmonia mais equilibrada da tríplice aliança dos tintos. 

 

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